30/12/16

2016 em resumo


 Chegam os últimos dias do ano e começa-se a olhar para o ano que passou. Não gosto de fazer balanços mas é inevitável não olhar para trás. O maior objectivo cumprido deste ano foi, sem dúvida, ter saído de casa. Pelo meio, mudei algumas vezes de trabalho, conheci pessoas novas e fui aprendendo certas coisas. Depois disso, veio o salto de pára-quedas a 4000m de altitude!

A parte boa de viver fora do ninho é que aprendes a viver mais intensamente. Como a minha melhor amiga me disse uma vez: "Tu todos os meses descobres alguma coisa nova sobre ti". É mais ou menos isso, este ano foi muito dedicado ao EU... se teve momentos menos bons? Teve sim senhora. Nem tudo foi um mar de rosas mas, bottom line is... estou aqui, com saúde e com a minha gente ao meu lado. Mais não poso pedir :-)

Objectivos para 2017? A partir de uma certa idade começa-se a sentir que a vida tem de ter um propósito. Crise existencial ou não a verdade é essa. Quero investir muito mais nos meus projectos, inclusive o blog. Quero ter mais atenção com a minha saúde, fazer mais exercício e comer melhor (sendo os doces um grande fetiche meu...). Para começar já a pôr em prática! O novo ano começa com incerteza a nível profissional - tal como em 2016 - mas com um pouco de luta e optimismo tudo vai entrar nos eixos (espero eu!).

Desejo-vos um 2017 em grande, repleto de alegria e devaneios! :-)

  

19/12/16

Os verdadeiros amigos

Nunca consegui ver séries com a minha colega de casa. O que acontece é: vemos um episódio ou dois juntas e, no dia seguinte, quando nos juntamos para continuar a ver já ela devorou uns três ou quatro episódios sozinha. Com o Masterchef  Austrália, a coisa é igual. Ela sempre viu aquilo à velocidade da luz, ficando eu atrás. Até que chegou o momento em que eu a ultrapasso. Nessa noite ela diz-me:

- Ai é? Então olha, hoje é repetição para ti. Sim, eu revi muitos episódios contigo e não disse nada, porque caso contrário não irias querer ver. Portanto, hoje é castigo para ti!

O que ela não faz para ver televisão comigo :-) 

11/12/16

25, be nice!


Dizem que por trás de um grande homem está uma grande mulher e eu digo que por trás de uma grande mulher está a sua família. Entenda-se por "família" não só os parentes de sangue, como também os de coração. São aquelas pessoas que fazem parte nós, que ficam connosco tanto nos bons como maus momentos, que estão tatuadas no nosso espírito.

Não é todos os dias que se faz 25 anos, um quarto de século. Seria demasiado cliché dizer que o tempo é sacana nestas coisas mas a verdade é que é mesmo. Parece que foi apenas há uns meses que entrei para a Faculdade quando, na realidade, já passaram 8 anos (MEDO!). 

As pessoas dão-me os parabéns mas, muito sinceramente,  não é mim que mos devem dar. Dêem-nos ao meu pai que me criou sozinho e que me continua a fazer sorrir no alto dos seus 70 anos; ao meu melhor amigo que me atura ano após ano, entre muitos abraços e quilómetros; dêem-nos à minha melhor amiga, que me compreende melhor que ninguém - muitas vezes quase por telepatia; à minha irmã de coração e também colega de casa; à minha madrinha que mesmo a 300 km de distância tem sempre palavras para me aquecer o espírito. Dêem-nos às pessoas que vão aparecendo no meu caminho e que me marcam, de uma forma ou de outra. Porque são elas que fazem valer tudo a pena. 

Durante quase toda a minha vida, tinha aquele lema do "lá fora é que é". Por outras palavras, achava que no estrangeiro as coisas eram melhores e, de facto, são. Há melhores condições de trabalho com certeza, não vamos pôr de lado essa hipótese. No entanto, a longo prazo torna-se apenas uma mudança de cenário, porque as emoções são universais assim como os problemas de cada um. Pelo menos para já, estou bem aqui.

Poder celebrar este dia com a minha família ao meu lado, entre danças e sorrisos, com muito amor... é mesmo do melhor que há. Afinal que mais poderia pedir? :-)

01/12/16



Eu e a minha colega de casa encontrávamo-nos à janela, enquanto ela acabava de fumar o  seu cigarro. Olhei-a nos olhos, sorridente. Dei por mim num estado de  epifania ou então estava apenas feliz, indiferente ao "temos de ir ver a sopa" dela. Ela reparou nisso e retribuíu o olhar, até que me pergunta:

- Então, vais-me beijar?

E pronto. Lá se foi a epifania, saí da bolha, voltei à realidade. Como quiserem chamar.

- Já estragaste tudo. Vamos ver a sopa.

Só oiço as gargalhadas dela atrás de mim.

28/11/16

Trocar o "V" pelo "B": no Porto

Tudo começou com umas férias no Norte. O melhor amigo mudou-se para lá decidi aproveitar estes diazitos livres para ir visitá-lo. Nunca tinha ido ao Porto e a verdade é que adorei aquilo. A cidade é lindíssima e, apesar de ter estado um péssimo tempo, ainda assim deu para passear e conhecer novo sítios. Penso que é isso que realmente importa nas férias: descansar a cabeça. Abstrair-nos da vida real, nem que seja só por uns dias. Pelo menos, esse objectivo foi cumprido :-)

Uma coisa que reparei - além de as pessoas serem, no geral, muito simpáticas - foi que a cada três passos, encontrava um café ou pastelaria. Como devem calcular, foi díficil resistir a tanta comida!

Porto








Porta



Porta





E por aí? O que acham desta bela cidade? :-)

19/11/16

As lavandarias, a salvação no Inverno



Desde que começou o mau tempo, as lavandarias têm sido a minha salvação. Apesar de serem culturalmente americanas, têm crescido cada vez mais por cá. Para minha sorte, abriu uma mesmo ao pé de casa e adoro o seu serviço, deixando sempre a roupa quentinha! 

No entanto, é sobretudo o ambiente do espaço que me atrai. De repente, estamos a conversar com pessoas que ali estão, enquanto esperamos que a máquina acabe. Quando dou por mim, estou a conversar com a proprietária e já nos tratamos por tu. Outras vezes, encosto-me nos sofás e pego num dos livros que lá têm.

Sem dúvida que foi uma boa aposta! E por aí? Também costumam ir? :-)

12/11/16

Quando 3 mulheres se juntam...

Eu e a minha futura colega de casa em conversa.

- Bom, então eu irei viver convosco no dia 1 de Dezembro, calha a uma quinta. Depois é sexta e fim-de-semana.

- Pois... mas não estou a perceber onde queres chegar. 

Ela olha para mim com um sorriso de orelha a orelha e diz simplesmente:

- Então... festa!!! 

Cheira-me que vem aí muita rambóia. Oh se vem!

08/11/16

Entre família



 Já não via a minha melhor amiga há um mês e tal. Fomos a um café bastante acolhedor e assim que tirei o casaco e sentei-me no sofá, oiço isto:

- As tuas mamas estão maiores. Não estás grávida, pois não?

É assim que me apercebo que estou oficialmente em família.

30/10/16

Eu e a comida


Eu sempre fui daquelas pessoas que basicamente punha tudo à boca e gordura nem vê-la. Contudo, - e antes de me rogarem uma praga - dizem que com o passar do tempo o metabolismo deixa de ser assim e é bem verdade. Já acrescentei uns quilinhos aos 48 que tinha, não estou gorda mas, se continuar a comer porcarias... para lá caminho. 

Primeiro, os doces. São a minha perdição e é onde tenho de trabalhar mais. Sobremesas e snacks cobertos de açúcar foram riscados da minha lista. Só muito ocasionalmente, vá. Legumes, fruta e bolachas com pouco açúcar são mais que bem-vindos. É que eu até me porto bem nas refeições mas, durante o dia petisco imenso e... não vou para as coisas boas. 

Segundo, exercício. Piscina, caminhadas, abdominais. Acima de tudo, quero fazer disto estilo de vida. Não vai ser fácil, de todo. Há dias em que a preguiça fala mais alto, mas no fim de contas... a saúde vale mais, não?

Alguma dica que queiram partilhar comigo? :-)

 

27/10/16

Tic, tac...


Para mim, o tempo é algo do mais valioso que há e não convém de todo desperdiçá-lo. Eu tenho a filosofia de que viemos ao mundo com os dias e os minutos contados e, por esse motivo, é para aproveitá-los ao máximo. 

É bastante bonita na teoria mas pode tornar-se bastante desgastante na prática.  Percebi que estava a viver esta ideia ao extremo quando fui fazer uma caminhada pela cidade por ideia da minha colega de casa. Sem objectivo, sem hora marcada para estar e foi o suficiente para me fritar a mente. Andar num passo calmo, sem pressas. Sentada num café de papo para o ar, a olhar para as pessoas à minha volta. Ou seja, algo que fazia quando era mais nova mas, com o passar dos anos, deixei de o fazer - a menos que esteja de férias, claro. 

Percebi que não podia viver assim nessa constante pressão comigo mesma. É importante não perder o foco nos nossos objectivos sem dúvida, mas não ao ponto de ficarmos stressados ou até frustrados quando não conseguimos cumprir com todas as tarefas que tínhamos planeado para esse dia. Deste modo, prometi a mim mesma tirar uma hora durante o dia para relaxar. Sem culpa, sem cumprir prazos. Quem sabe, um dia pode ser tarde demais para aproveitar estes pequenos momentos... Até agora, não está a correr mal :-)

E por aí? Também já vos aconteceu ou nem por isso?  

23/10/16

Skydive

O despertador tocou às sete horas em ponto. Lá fora, estava escuro como a breu e roguei uma praga por não me ter ido deitar mais cedo na véspera. Acabei por arranjar coragem para sair da cama e ir a Évora SALTAR DE PÁRA-QUEDAS. Sinceramente, acho que ainda não conseguia acreditar que o grande dia chegara, por fim. No geral, sentia-me bastante tranquila. Ora dormitava na viagem, ora lia ou devaneava. 

Chegámos ao aeródromo por volta das onze da manhã. Preenchemos a papelada e aguardámos, pois tínhamos duas pessoas à nossa frente. Digamos que essa espera não ajudou mas os nervos só começaram a aparecer quando nos fomos equipar. É importante ressalvar que a equipa foi brutal. Super simpática, punham-nos à vontade e explicaram todo o procedimento da coisa.

Quando íamos a entrar para o avião é que caí na realidade e só pensava para mim: "Porquê, Catarina??? Porque é que te foste meter nisto?". Para quem adora andar de avião, como eu, os vinte minutos seguintes foram uma maravilha. Ver a cidade de Évora de cima vale muito a pena, sem dúvida. Estava eu bem mais relaxadaa conversar com os instrutores e o meu melhor amigo, quando o grande momento chegou. A porta do avião abre-se e temos de nos atirar para aquele vazio. O frio cortava-me o rosto, via um sol tímido a tentar penetrar todas aquelas nuvens. No segundo a seguir estava a cair do céu. É uma sensação incrível, é algo que se deve fazer pelo menos uma vez na vida.










Não me interpretem mal, eu estava borrada de medo. E, durante os primeiros segundos, achava mesmo que ia perder os ténis porque pareciam que me iam cair dos pés. Contudo, todo o salto foi de suster a respiração e cheio de adrenalina. Valeu mesmo a pena. E estava grata por ter o meu melhor amigo ao meu lado em mais um desafio. 

Podem conhecer mais sobre o sítio e toda equipa fantástica aqui

17/10/16

Masterchef Austrália

 
 Já aqui expressei a minha paixão pela culinária e volto a dizer. A comida serve para nos ligarmos uns aos outros. O momento de estar à mesa é de convívio, de partilha, de alegria. Só de pensar que quando era miúda detestava as horas de refeição! 
 
Sou também fã do Masterchef Austrália (os outros não me dizem nada) e este ano estou a adorar a nova turma, assim como a presença feroz do Marco Pierre-White. Um furacão na cozinha, mas sempre com conselhos sábios. O ano passado rendi-me ao Reynold, o rapazinho das sobremesas
 
Mais alguém vê este programa? Também gostam de cozinhar? :-)

11/10/16

Hora de ponta




Sempre adorei viver na cidade. Para mim, é onde corre o stress, o bulício e confesso que gosto de sentir essa rotina. No entanto, por mais que tente, não consigo adaptar-me às horas de ponta. Reparem, depois de passar dois anos a trabalhar num aeroporto (o trânsito que existe às 5 da madrugada ou a meio da tarde é imenso, como devem imaginar...) e um semestre a entrar ao fim do dia, é um choque enfiar-me nos tranportes às 9 da manhã.

Vamos pôr isto desta forma. Houve uma vez em que ia tão apertada no metro, que tinha o nariz enfiado no cabelo de uma moça qualquer. Outra vez, não consegui entrar no transporte porque simplesmente já não cabia mais ninguém. Estão a ver um mosh num concerto de metal? Pronto, é mil vezes pior. 

Estou para ver até quando vou aguentar isto.

09/10/16

Dos clientes que valem a pena

Emma Watson


Trabalhar com o público não é fácil. Sim, é muito giro mas há sempre algum cliente mais atrasado que, se calhar, faz-te uma pergunta ainda mais idiota. No entanto, também há outros que nos surpreendem pela positiva. Tinha acabado de vender dois bilhetes a umas senhoras e, de repente, uma delas diz-me: 

- Olhe, a menina é muito bonita. 

Sinto um calorzinho nas faces e agradeço o elogio. Fez-me ganhar a manhã.

02/10/16

Donna


aqui falei desta série e volto a referir. É das melhores que já vi nos últimos tempos e uma das minhas personagens preferidas da série Suits é a Donna. Para quem não conhece, a Donna é uma mulher lindíssima sem papas na língua, perspicaz, profissional, meiga e preocupada com o outro. Sabe sempre o que deve (ou não) fazer. Claro que tem os seus momentos de fraqueza, mas sem dúvida que é um furacão com um coração de manteiga. 

Se há coisa que aprendi até há pouco tempo, é que não temos de ser uma Donna 365 dias do ano. Que não há problema em, de vez em quando andar mais vulnerável, de não saber o que fazer em algumas situações ou de simplesmente ir abaixo. Não nos torna menos "Donna" apenas revela que somos fortes, mas não de ferro. Por isso, se houver momentos em que te apetece gritar "porra para esta merda" e partir algo é perfeitamente natural. 

Também faz parte. 

27/09/16

Sentes-te grato (a)?


Eu não acredito em Deus, mas acredito no destino e na força do universo. Digamos que, na minha humilde opinião, existem poucas coincidências e nada acontece por acaso. Talvez seja um pouco ingénuo mas foi esta a realidade que a vida me ensinou. Ainda assim, apesar desta filosofia, às vezes não consigo deixar de me sentir grata só porque sim. Grata por ter a vida que tenho. Não é nenhum mar de rosas (começo a desconfiar que tal coisa não existe) mas  por tudo aquilo que já conquistei; por ter pessoas que me amam ao meu lado e que me aceitam tal como sou (com os meus defeitos e neuras), de poder chamá-las de MINHA gente. 

De vez em quando, sabe bem ser uma mera espectadora e ficar a admirar tanto amor e tanta vitória. Uma amiga minha virou-se para mim há uns dias e perguntou: "Já viste como a tua vida mudou?" Desde o ter tirado a carta e ir perdendo o medo da estrada (continuo uma nódoa a estacionar) até ao ter saído de casa e mudado algumas vezes de trabalho pelo caminho. Parecendo que não, este tipo de coisas até fazem uma pessoa crescer e mudar muito. 

Talvez seja a minha atitude perante os acontecimentos que mudou. Talvez. E por aí? Também se sentem assim ou nem por isso? :-)

23/09/16

Passatempo "Caminhos Controversos"

NOVO PASSATEMPO no blog. A minha amiga Marta Sousa lançou recentemente um livro pela Chiado Editora e eu estou a OFERECER um exemplar. Para quem não conhece a Marta estudou Gestão de Ambiente e posteriormente Tradução na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi também a fundadora da Revista Escrita Criativ durante 3 anos onde divulgava textos de autores portugueses e brasileiros. Podem ler do livro aqui.

E quais as regras para participar, perguntam vocês? Ora bem. 

1º- Colocar um gosto na página de Facebook do blog (aqui)

2-  Identificar no post do passatempo 4 amigos teus. 

3º- Partilhar o passatempo no Facebook de forma pública.

4º- Preencher o formulário abaixo até ao próximo dia 24 de Outubro (é permitida apenas uma partipação por endereço de email)
  

O vencedor será escolhido aleatoriamente pelo Random.org. Boa sorte a todos e boas leituras :D


20/09/16

Kiss me

Esta fazia parte da minha infância. E eu adorava. E a vocês desse lado? Que músicas vos marcaram quando eram mais pequeninos? :-)


15/09/16

Fashion na rua


Eu e a minha colega de casa íamos tomar o pequeno-almoço à padaria. Era uma daquelas manhãs em que tinha acordado sonolenta e com muita preguiça. A muito custo vesti umas leggins e pus um casaco de ganga por cima, pelo que oiço a minha colega dizer:

- Perfeito, estás bem assim. Vamos. 

Não estando eu muito convencida, afastei o casaco e mostrei-lhe a t-shirt de pijama que dizia: "I rather be in bed". Saí à rua mesmo assim, tal era a minha moleza.

09/09/16

Cuidados a ter com gatos em casa

                                                                                                                                   A estrela cá de casa

A minha colega de casa entra no meu quarto e, antes de se atirar para a minha cama, apalpa um alto no edredão e pergunta:
- A... isto é a Shuqi (lê-se Shuki)?
- Não, é só o lençol que está por baixo.

08/09/16

Os sapatos perfeitos

                                                                                                     Heidi Klum

Nunca fui de usar saltos. Aliás, sendo "trapalhona" o meu nome do meio nem convém muito. Sou um verdadeiro íman a quedas, nódoas negras, torcer os pés, etc. No entanto, ouvi a minha madrinha gabar umas sandálias de salto da Natura que guess what... não magoam os pés. Fui investigar e lá comprei umas (podem ver aqui). 

Foi amor à primeira vista. São muito leves e giras. Aquela coisa de dizerem que nós, mulheres, adoramos sapatos? Bom, eu nunca fui muito nessa, mas naquele momento até compreendia essa ideia. Portanto, estava a je contente da vida, pronta a sair de casa com elas e a minha colega de casa olha para mim receosa: "Ai jasus, agora é que vão ser elas...". Para descer as escadas do prédio foi mesmo em slow motion. Na rua, a saga continua: "Pois, ainda por cima esta calçada é péssima para saltos", diz a minha colega dando um ligeiro chuto numa pedra. "Tu não me apareças em casa com o pé torcido!".

Posso-vos dizer que correu tudo lindamente. Aliás, só fiz uma ligeira entorse no pé uma semana depois a jogar badminton. Podia ter sido pior :-)

29/08/16

Telepatia feminina


 Num café com um casal amigo, que em breve irão ser papás:

A rapariga: - Querido, não queres ir buscar alguma coisa para comer? 
O rapaz: - Hum, o que há para comer?
A rapariga: - Então, há um bolo que se chama ..... (não me recordo do nome), há um brownie e empadas de galinha. 
O rapaz: - O que leva esse bolo, sabes?
Eu: - Oh, por amor de deus, não é óbvio que ela quer uma empada de galinha? Vai-lhe lá buscar, se faz favor.

Isto de termos trabalhado todos juntos tem muito que se diga e recordo-me  da minha amiga comer empadas de galinha nas horas de pausa, algo que ela simplesmente adora. Por isso, não foi díficil ler nas entrelinhas. Recebi um: "Oh" enternecido como resposta da parte dela

Parece quase telepatia, hem? :-)

25/08/16

Desintoxicação virtual


Às vezes, é necessário. Carregar no botão off e desligar das redes sociais, do mundo virtual. De descansar a cabeça. De repente, o nosso telemóvel pesa uma tonelada, pelas mensagens e notificações. Torna-se crucial não ir ao computador - pelo menos não ficar lá muito tempo - não olhar tanto para o telemóvel e relaxar. Ler um livro, pintar, escrever ou simplesmente não fazer nada. Longe do mundo digital, só por um bocadinho. Afinal, perdemos um bom bocado do nosso dia estando "online".

Mais alguém como eu, a precisar de desligar no botão? :-)

17/08/16

O melhor amigo

                                              Rachel & Joey, da série Friends


Eu acredito que o melhor amigo na vida de uma mulher é fundamental. Às vezes ele até pode ser o nosso companheiro, a nossa cara-metade. No meu caso essa situação não se aplica, mas muito honestamente... a minha vida não seria a mesma sem ele. Adoro a pessoa que sou quando estou na sua presença, por despertar o melhor de mim: uma mulher carinhosa, expressiva, risonha, descontraída, confiante, focada naquilo que quer (ou não quer). Por outro lado, também lhe revelo os meus momentos de fraqueza e insegurança.  

Posso-vos também dizer que ter-me apaixonado por ele foi das maiores dores de cabeça mas também das maiores lições de vida. O facto é que não há nenhuma poção milagrosa que nos faça esquecer aquela pessoa, mas afastar-nos dela totalmente também não é solução. Sobretudo quando ela é nossa amiga.  Apesar dele não sentir o mesmo, também não foi fácil para o seu lado, porque nós éramos (e somos) grandes amigos.

O tempo foi passando e o facto de ter acontecido mil e uma coisas na minha vida ajudou bastante a ultrapassar isto, nomeadamente a minha saída de casa e a mudança de trabalho. Parei de ficar obcecada com a ideia de: "Tenho de o esquecer, meu deus" e deixei as coisas andarem, acabando por crescer e conhecer pessoas novas. 

Neste momento, olho para ele como o meu pilar. Conhecemo-nos apenas há três anos, mas é como se estivesse comigo há uma década. É ele que me aconchega a manta, que me dá as pernas do frango (ele diz que prefere as asas, mas sei que também adora as pernas), que me ensina a conduzir como deve ser (ui, era com cada aula..!) que abdica do seu conforto para mo dar a mim, que me aconselha e faz rir com as suas parvoíces, que me limpa as lágrimas mas também já foi a causa delas. Sim, também houve vezes em que discutíamos mas acabávamos sempre por falar e pedir desculpa um ao outro. Acima de tudo, aprendi o que é amar em pleno e a criar uma cumplicidade bastante grande.

Eu a pensar que nunca iria encontrar uma amizade assim. Como já disse acima, a minha vida não seria a mesma se ele não estivesse comigo. Mesmo estando a 300 km de distância, esta pequena criatura enche os meus dias de alegria. 

E por aí? Como é o vosso melhor amigo? :-)
Devaneios Lisboetas. Com tecnologia do Blogger.

Vamos devanear?

devaneioslisboetas@gmail.com

Acerca de mim

A minha foto
"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

Blogues à mesa

Blogging.pt

Blog Portugal

A devanear comigo