27/10/15

O que os outros dizem

                                           Jennifer Morrison

Ainda me lembro quando pensava em pânico nas dores que iria sentir quando colocasse o aparelho... que todos os meses haveria uma semana em que só iria conseguir comer papas e iogurtes. A minha madrinha dizia apenas para não ligar ao que os outros diziam, porque cada um é como é. Devia ter-lhe dado ouvidos. É que ela parece acertar sempre e, nas alturas mais cruciais, as palavras delas ecoam-me na mente. 

Há um ano atrás, chegou a minha vez. Coloquei o aparelho e quando cheguei a casa andava toda feliz a pensar que de facto estava a fazer uma tempestade num copo de água. Ainda fiz torradas para o lanche!  O problema veio no dia seguinte... quando acordei parecia  que tinha levado um murro na boca. Foi das raras vezes que senti dores. Todos os meses com a manutenção nunca senti nada. Talvez um dente ligeiramente dorido mas ao fim de 2-3 dias era como se nada tivesse acontecido. Perguntei inclusive à Dra. se era normal eu não sentir dores nenhumas - eu sei, devo ter parecido um niquinho de nada masoquista. Ela disse que sim, que estava tudo bem. 

Com isto tudo, não tenho como objectivo fazer publicidade aos aparelhos ortodônticos. A parte mais importante foi mesmo o que a minha madrinha disse: cada um é como é. Aquilo que aconteceu ao fulano x não significa que te vá acontecer a ti também. Tanto para o bem como para o mal. Neste caso, pensar que vou ficar com um sorriso parecido com o da Jennifer já me deixa feliz (ou parecido, vá não desmoralizem aqui a je). Resumindo e concluindo: dêem ouvidos às vossas madrinhas.

22/10/15

Ponte 25 de Abril


Eu e a ponte lisboeta temos uma história. Eu sei é só uma ponte, provavelmente muitos de vós atravessam-na todos os dias de manhã para ir para o trabalho e ficam retidos nela no trânsito a praguejar (I know the feeling) Contudo, comigo sempre foi diferente. Quando era mais nova (por outras palavras, quando era uma adolescente de 15 anos revoltada com a vida) ia muitas vezes para o Cais do Sodré depois das aulas e ficava sentada a olhar para aquela vista. O cheiro a mar acalmava-me e ficava a observar os carros que nela atravessavam. Desanuviava a mente e, meia hora depois, sentia-me mais tranquila. Bom, a minha vida continuava uma chatice mas eu sentia-me melhor (não queiram tentar perceber a cabeça de uma miúdinha de 15 anos, logo a minha, ui!). Ainda continuei a lá ir durante dois anos, ia para lá escrever, ouvir música...enfim, ia descomprimir.

Anos mais tarde, quando deixei de ser uma adolescente e tornei-me numa mulher minimamente responsável, continuei a olhar para a ponte com o mesmo carinho. Um copo à noite com os amigos e ainda hoje sinto um ligeiro arrepio ao olhar para a minha "fiel companheira".

Eu sei. Its's just god damn bridge. Mas para mim é o meu símbolo lisboeta favorito, não fosse eu escolhê-lo para o logotipo deste cantinho. 

19/10/15

Segurança


É bom estar na nossa zona de conforto, é certo. Afinal, quem é que não gosta de se sentir seguro, seja a que nível for? Financeiro, emocional, you name it.  Jogar pelo seguro muitas vezes é bastante sensato. 
Contudo... arriscar também. E eu confesso que estou nessa fase. De arriscar, como se fosse saltar de um precipício. Mais importante, quero fazer isso mas tendo plena consciência dos riscos e das consequências. Alargar as zonas de conforto faz bem ao espírito. Mudança é a palavra de ordem. 

Por isso, venha o que vier, vamos nisso. 

10/10/15

Ah, a determinação!

                                         Yvonne Strahovski (Chuck)
                    
Há uns tempos, tive a aventura de chegar a casa com uns riscos no carro. Ora, se há coisa que aprendi foi a não dar demasiada importância a certas coisas e esta é uma delas. Até porque eu disse "riscos" não disse amolgadela. Quando mostrei ao meu pai, ele disse: "Ah, só isto... bom, isto sai. É só limpar". Mostrei como sempre o meu ar de cepticismo, mas qual não foi o meu espanto quando vi as marcas a desvanecerem. O meu pai esfregava com afinco e dizia: "eu vou tirar isto daqui, não acredito que ao fim de 2000 esfregadelas isto ainda cá esteja...". Olhei para ele e sorri, um velhinho de cabelo grisalho mas com o espírito cheio de determinação. Sabem o que me reconforta, sobretudo nas situações mais difíceis? Saber que lá no fundo herdei a sua determinação e que tudo se consegue, com muito esforço... :-)

Outra coisa a reter é: não vale a pena arranjarem um carro todo XPTO enquanto tiverem a carta há pouco tempo. Imaginem o que seriam meros "riscos" num Porsche. Ou num Mercedes.

04/10/15

Em sintonia


Primeiro conectamo-nos. Ligamo-nos àqueles que nos são mais queridos. E depois entra-se em sintonia. O que é isso de entrar em sintonia? Bom, a meu ver é convivermos com o outro e entendermo-nos, apesar das diferenças. Tão simples quanto isso. 
Devaneios Lisboetas. Com tecnologia do Blogger.

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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